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Acusado de agredir ex-namorada jogadora de futebol, árbitro é preso em Manaus

A vítima denunciou o caso em suas redes sociais. A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito após pedido da Polícia Civil

O árbitro assistente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Hugo Agostinho Chaves da Paixão, de 28 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (10), em Manaus, acusado de agredir e estuprar a ex-namorada, Joice de Souza dos Santos, 23 anos, zagueira do Manaus Futebol Clube no Campeonato Amazonense Feminino.

A prisão foi cumprida pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) da zona centro-sul, dois dias após a atleta registrar boletim de ocorrência.

Segundo a delegada Priscilla Orberg, os crimes ocorreram na noite de domingo (7), quando a jogadora retornava para casa. Ela relatou ter sido alvo de agressões verbais, tapas, socos, tentativa de enforcamento, além de ser forçada a manter relações sexuais contra a vontade.

A vítima denunciou o caso em suas redes sociais e recebeu atendimento especializado, passando por exames periciais e acompanhamento psicológico. A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito após pedido da Polícia Civil.

Natural de Borba (a 172 km de Manaus), Hugo faz parte do quadro de arbitragem da FAF, com atuações no Campeonato Amazonense Masculino e Feminino, além da Série D do Campeonato Brasileiro. Em nota, a FAF informou que ele está preventivamente suspenso de suas atividades e que comunicará a CBF para adoção de medidas em âmbito nacional.

O Manaus Futebol Clube repudiou qualquer forma de violência e declarou estar oferecendo apoio jurídico e psicológico à atleta.

A diretora de futebol feminino da FAF, Alessandra Campelo, que também é deputada estadual e Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), acompanhou a prisão. Em publicação nas redes sociais, ela comemorou a decisão judicial:

“Justiça por Joice! A prisão do assistente de arbitragem apontado como agressor é o primeiro passo para que a justiça seja feita. Violência doméstica não combina com os valores do esporte e não deve ser tolerada, em hipótese alguma.”

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