Após rescisão com o Amazonas, goleiro Renan esclarece negociação frustrada com o Avaí por ‘microlesão’

Após rescisão com o Amazonas, goleiro Renan esclarece negociação frustrada com o Avaí por ‘microlesão’

22 de dezembro de 2025 Off Por Lucas Queiroz

Em comunicado oficial, goleiro de 36 anos garante que o time catarinense tinha noção da situação física no início das conversas e estaria apto para jogar até 30 dias 

O goleiro Renan não faz mais parte do elenco do Amazonas, mas também não irá defender o Avaí na temporada 2026. Após ter a renovação de contrato publicada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, no último dia 28 de novembro, o atleta rescindiu com o clube amazonense na quinta-feira (18), motivado por uma negociação em andamento com a equipe catarinense. No entanto, o acerto acabou não sendo concretizado, e Renan se manifestou publicamente para esclarecer os fatos, rebatendo informações divulgadas de forma parcial sobre o episódio.

Em nota oficial divulgada por meio de sua assessoria de comunicação, o goleiro explicou que a negociação com o Avaí não avançou após os exames médicos realizados em Florianópolis, apesar de, segundo ele, não ter havido qualquer surpresa clínica. Renan afirmou que possui uma microlesão em fase final de recuperação, situação que sempre foi de conhecimento do clube catarinense desde o início das conversas e que, inclusive, não foi tratada inicialmente como impeditiva para a assinatura do contrato.

“Tenho, sim, uma microlesão, já em fase final de recuperação, situação que sempre foi de conhecimento do Avaí desde o início das conversas. O resultado dos exames não mostrou nada diferente do que já era sabido, sendo consenso entre médicos do Amazonas, do Avaí e outros profissionais que a recuperação plena se dará em 20 a 30 dias, sem impedir minha condição de jogo”, afirmou o goleiro no comunicado.

Renan destacou ainda sua surpresa com a condução do processo após a rescisão com o Amazonas, ressaltando que a decisão de deixar o clube aurinegro foi tomada com base na palavra recebida e em um pedido de urgência por parte do Avaí para a assinatura do contrato. Segundo o atleta, somente após abrir mão da estabilidade contratual o discurso mudou, o que o colocou em situação de fragilidade profissional.

“Sempre estive feliz e plenamente estabelecido no Amazonas, clube onde tinha o desejo de seguir trabalhando. A decisão de rescindir foi tomada com base na palavra que me foi dada. Infelizmente, após assinar minha rescisão, os termos da negociação foram alterados, algo que foge de qualquer padrão ético”, declarou.

Aos 36 anos, Renan tem forte identificação com o Avaí, clube pelo qual disputou 60 partidas em 2016, foi peça importante na campanha de acesso à Série A do Campeonato Brasileiro e terminou a Série B como vice-campeão. Revelado pelo Botafogo, ganhou espaço no time principal em 2008 e, por anos, foi o principal reserva do ídolo Jefferson. Permaneceu no clube carioca até 2015, conquistando a Série B, e soma ainda passagens por Sport, Atlético-GO, Juventude e Santos, além de experiência internacional no Ludogorets, da Bulgária, com dois títulos da Supertaça e cinco do campeonato nacional.

No Amazonas, Renan chegou ainda no primeiro turno do Campeonato Amazonense e estreou justamente na decisão do turno, contra o Manaus. O empate em 2 a 2 levou a decisão para os pênaltis, e o goleiro foi decisivo ao defender uma cobrança, garantindo o título ao Aurinegro. Após o Estadual, enfrentou problemas físicos que limitaram sua sequência, mas encerrou a temporada com 24 partidas disputadas: seis pelo Amazonense e 18 pela Série B do Brasileiro.

Com a saída de Renan, o Amazonas passa a contar oficialmente com apenas um goleiro no elenco: João Lopes, que teve contrato renovado. A Onça-pintada segue em pré-temporada desde a última segunda-feira (15), no CT do Retrô, em Pernambuco. O clube estreia no Campeonato Amazonense no dia 10 de janeiro, às 18h30, na Arena da Amazônia, diante do São Raimundo, e terá calendário cheio em 2026, com Copa Norte, Copa do Brasil e Série C do Campeonato Brasileiro.